m12 2018
CIDADE DE DEUS
A conquista do território
São Paulo, Sábado, 21 de Abril de 2018
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Palavra
29/05/2016
Lutando contra o Declínio na nossa vida ministerial

Gálatas 2:6-16

Neste texto O Apóstolo Paulo está se referindo a Pedro, o apóstolo de maior autoridade na igreja de Cristo. Quais foram as impressões que ele teve naquele tempo de convívio com aquele líder espiritual?

1.  A realidade espiritual de Pedro já não era a mesma do passado

Alguma coisa havia mudado entre o Apóstolo Pedro do passado e o do presente. O Apóstolo Paulo demonstra decepção ao se referir a ele, como que se já não visse mais nele o referencial que esperava encontrar. Alguns líderes, infelizmente, com o passar do tempo vão perdendo o sal, e se tornam medíocres e superficiais. Eles não se renovam através de novas experiências com Deus e com Sua Palavra. Eles deixam de sonhar e se acostumam com a vida de sempre, achando que não tem mais nada de novo a ser conquistado ou almejado.

Eles simplesmente esperam a morte chegar, encarando-a apenas como um livramento para este mundo mal. Precisamos lutar contra a mediocridade e contra a superficialidade. Precisamos buscar um amor ardente pelas coisas que Deus ama, nos identificando com Ele em Sua paixão, para que não nos esfriemos pelo caminho vivendo uma vida sem propósitos e sem sonhos.

2. O ministério do Apóstolo Pedro havia perdido a capacidade de acrescentar algo novo.

O Apóstolo Paulo não esperava que o Apóstolo Pedro fizesse alguma alteração no evangelho que ele pregava. Realmente, o evangelho não podia ter nenhum acréscimo nem decréscimo. No entanto, talvez ele desejasse receber do Apóstolo Pedro o que ele mesmo intentou fazer em relação aos romanos: “Porque muito desejo ver-vos, a fim de repartir convosco algum dom espiritual, para que sejais confirmados, isto é, para que, em vossa companhia, reciprocamente nos confortemos por intermédio da fé mútua, vossa e minha.” (Romanos 1:11-12).

O Apóstolo Pedro perdeu a oportunidade de deixar uma marca positiva no coração do Apóstolo Paulo, limitando-se a um simples “aperto de mão”, liberando-o em seguida para o ministério aos gentios. O rei Davi, depois de muitos anos longe de seu filho Absalão, limitou-se a se aproximar dele com um beijo no rosto e nada mais. Nenhuma palavra, nenhuma disciplina, nenhum confronto, nenhum conforto e nenhuma restauração. Um beijo no rosto e nada mais.

Entre os Apóstolos Pedro e Paulo apenas um “aperto de mão” e somente a recomendação de que se lembrassem dos pobres. Precisamos cuidar do nosso ministério quando começamos a perder a capacidade de acrescentar coisas novas. Ficamos acostumados aos “apertos de mão”, ao “beijo no rosto”, ao culto, à célula, e nada mais. Não avançamos nos relacionamentos, não nos aprofundamos no conhecimento das necessidades dos nossos discípulos, não caminhamos juntos, muitas vezes vamos aos poucos abrindo precedentes deixando alguns discípulos se acostumarem na zona do conforto, na realidade vamos nos cansando e entrando na mesma Zona de conforto.

3. O inimigo chamado Simão, vez por outra, prevalecia sobre o velho Pedro. “Com efeito, antes de chegarem alguns da parte de Tiago, comia com os gentios; quando, porém, chegaram, afastou-se e, por fim, veio a apartar-se, temendo os da circuncisão.” (Gálatas 2:12).

Simão era o antigo nome de Pedro, e significa “vara agitada pelo vento”. A inconstância era o maior desafio a ser vencido por ele, tanto é que Jesus fez questão de mudar sua identidade chamando-o de “pequena rocha”. Pedro tinha dificuldades de se posicionar e permanecer firme em suas escolhas. Assim foi diante do desafio de andar sobre as águas, também quando negou Jesus, e agora, diante dos circuncisos e incircuncisos. Diante de uns ele agia de um modo e diante dos outros ele agia diferentemente.

Faltava sinceridade em sua postura e por causa disso a verdade do evangelho corria riscos. O velho Simão sempre buscava uma oportunidade para ressurgir e trazer duplicidade de caminho para ele. A brecha para o ressurgimento de Simão sempre estava relacionada ao medo. Medo de afundar nas águas sobre as quais andava, medo de ser crucificado à semelhança de seu Mestre, e agora, medo de ser mal interpretado pelos judeus.

O medo nos tira a ousadia e a confiança em Deus, bem como é a causa do fracasso de muitos líderes. Diante do medo revelamos nossas fraquezas mais profundas e, por causa dele, podemos fazer escolhas erradas das quais vamos nos arrepender. Mas com diz em I João 4:18, “No amor não existe medo; antes, o perfeito amor lança fora o medo. Ora, o medo produz tormento; logo, aquele que teme não é aperfeiçoado no amor.”

O líder que ama a Deus, ama as pessoas, ama seu ministério e ama o propósito da sua vida, não temerá a perseguição, os desafios, as críticas, ou até mesmo a morte. Nada o intimidará porque sua motivação maior é o amor.

O Apóstolo Pedro viu o declínio de seu ministério quando começou a abandonar a espiritualidade dos primeiros dias, quando perdeu a capacidade de acrescentar coisas novas a outros ministérios, e quando se deixou vencer pelos velhos medos do passado.

Entretanto nas cartas de I e II Pedro encontramos o Apóstolo firme e ardente na fé e na perseverança. Muito anos depois ele orienta e exorta os discípulos a viverem em santidade, em temor, em amor, em constante crescimento e ainda revela as razões e as reações que deveremos ter diante do sofrimento imposto por uma geração perversa e distante de Deus. II Pedro foi escrito um pouco antes do seu martírio, 67 d.c. Ele deixou de ser Simão, inconstante,  para ser Pedro, firme e indesistivel.

O discipulado na nossa vida nos livra de entrarmos numa rota de desistência ou declínio espiritual, pois somos exortados a mudanças, orientados a vida cristã genuína, confrontados em nosso caráter e motivados a continuar sempre. Por isso é bom sempre fazermos avaliações em nós e também em nossos discípulos para aplicarmos ajustes neles e em nós.

Três classes de discípulos que precisam ser identificados e trabalhados para serem ajustados:

1. Aquele discípulo que sempre está distante, não se envolve muito, não dá satisfação, fica sempre na sua, sempre dentro do seu mundinho. Este tipo de discípulo até mantem um nível de fidelidade, mas você não pode contar muito com ele, sempre tem alguma justificativa pela ausência e pela falta de repostas positivas nas metas estabelecidas e no seu papel dentro da equipe.

2. O segundo tipo de discípulo sempre está presente, mas não se compromete totalmente com os projetos e eventos estabelecidos, ele sempre entra de forma sorrateira para não estar totalmente comprometido. Não gosta de dar satisfação e tem dificuldade de se submeter. É uma pessoa dissimulada, aparenta ser alguém amável, mas na verdade tem a tendência de ser independente, na sua equipe todos são parecidos com ele, se não for tratado, dará grande prejuízo.

3. O terceiro tipo de discípulo é aquele que está sempre perto, tem um relacionamento sincero, tem facilidade de se submeter, é sempre disposto a servir e obedecer. Este tipo de discípulo sempre traz muito gozo, alegria e satisfação. Ele é fiel, leal, tem muita cumplicidade com seu líder e em tudo procura imitá-lo. Da nossa parte, precisamos investir na vida dos discípulos de forma individual e coletivo, devemos envolvê-los e acompanha-los de perto, devemos ama-los sempre para que estejam alinhados conosco. 

 

Compartilhar: Qual destes três somos nós e quantos números 1, 2 e 3 temos na nossa equipe?

 

 
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