m12 2018
CIDADE DE DEUS
A conquista do território
São Paulo, Sábado, 21 de Abril de 2018
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Estudo Biblíco
04/10/2011
Consolidação - Curso de discipulado - Parte 9

 Lidando com o pecado 

"Se confessarmos os nossos pecados, Ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda a injustiça." (I João 1 :9)
 
Uma das coisas mais importantes da nossa vida com Deus está relacionada ao lidar com o pecado de maneira correta. Geralmente quando aceitamos a Jesus, fazemos um pedido genérico de perdão de pecados. É claro que isto é algo importante, mas o Espírito Santo trará à nossa lembrança os pecados que devemos lidar de uma forma específica. É muito importante que tratemos com o pecado até que tenhamos uma consciência pura diante de Deus, ou seja, até aquele ponto em que nada esteja nos acusando e nada possa impedir o nosso crescimento e relacionamento com Deus. Lembre-se do conselho de Paulo a Timóteo: “Conservando a fé, e uma boa” consciência, a qual alguns havendo rejeitado, naufragaram no tocante a fé." (I Timóteo 1:19)
 
Com relação ao pecado, existem quatro direções básicas com as quais devemos tratar:
 
1) Confessando-o a Deus.
 
Em Salmos 32:5, lemos: "Confessei-te o meu pecado, e a minha iniqüidade não encobri. Disse eu: Confessarei ao Senhor as minhas transgressões; e tu perdoaste a culpa do meu pecado".
 
            Confessar os nossos pecados a Deus, deve fazer parte do nosso estilo de vida. Não espere passar o tempo para que você confesse a Deus, arrependa-se a confesse imediatamente.
 
2) Reconciliando-se com a pessoa contra qual pecamos. 
 
 Em Mateus 5:23-26, encontramos: "Se, pois, ao trazeres ao altar a tua oferta, ali te lembrares de que teu irmão tem alguma coisa contra ti, deixa perante o altar a tua oferta, vai  primeiro reconciliar-te com teu irmão; e, então, voltando, faze a tua oferta. Entra em acordo sem  demora com o teu adversário, enquanto estás com ele a caminho, para que o adversário não te entregue ao juiz, o juiz ao oficial de justiça, e sejas recolhido à prisão. Em verdade te digo que nãosairás dali, enquanto não pagares o último  centavo".
 
 Quando decidimos lidar com o pecado, devemos ter em mente que isso envolve dois aspectos:
 
a) preciso me arrepender diante de Deus;
b) preciso acertar com pessoas e situações que o Espírito Santo traz à minha mente.
 
Talvez seja impossível acertar com todas as pessoas envolvidas pelas conseqüências dos seus pecados. No entanto, esta é uma questão de consciência, ou seja, trate com aqueles pecados que o Espírito Santo traz à sua lembrança e te incomoda.
 
            Se você lembrar-se de dois, trate de dois. Se forem cinco as situações que te incomodam, trate destas cinco; se forem dez, trate das dez. O texto que lemos acima diz: "se pois trazeres ao altar a tua oferta, ali te lembrares...”. Se não se lembrar de nada e nada te incomodar, então a comunhão não será quebrada. Não precisamos lidar com pecados dos quais não temos consciência.
 
                Isto não quer dizer que não tenhamos pecado, mas Deus trata conosco segundo a nossa
consciência. Na medida em que avançamos na comunhão com Deus, a sua luz trará a tona outros pecados. Algumas vezes acontece de outras pessoas terem consciência do seu pecado, mas você mesmo não o percebeu, por isso sua consciência está sem acusação. Por esta razão, sua vida e comunhão com Deus continuarão sem ser afetados. Mas sempre que você tiver consciência de pecado e não tratar com ele, sua consciência o acusará e você não poderá manter a comunhão com Deus.
 
                De acordo com o texto que lemos, se você se lembrar do pecado e não tratá-lo, a sua comunhão com Deus será interrompida. Quanto mais comunhão você tiver com Deus, mais sensível você será para o pecado.
É por esta razão que algumas pessoas fazem coisas erradas e não se lembram quando vão orar, a comunhão delas é superficial e a luz que recebem é fraca. Você está num quarto escuro e pensa que o ar está limpo, mas basta a luz do sol entrar e você percebe quanta poeira está pairando no ar. Assim, o lidar com o pecado depende de uma consciência sensível, e esta sensibilidade depende da sua comunhão com Deus. Se o grau de comunhão for profundo, sua consciência será aguçada e forte, se a comunhão for superficial, a sua consciência fica embotada e entorpecida.
 
Desta forma, não meça outras pessoas com o critério da sua consciência, nem aceite a consciência de outros como critério para medir você. Lide com o critério da sua consciência, e segundo a sua comunhão com o Senhor. Mas cuidado! Se a sua consciência não o acusa por algo expressamente condenado pela palavra de Deus, isto é um sinal de que você ainda não nasceu de novo. (Aluízio A. Silva, curso de consolidação).
 
3) Abandonando o pecado.
 
Em Romanos 6:12-14, lemos: "Não reine portanto, o pecado em vosso corpo mortal, para obedecerdes às suas concupiscências; nem tampouco apresenteis os vossos membros ao pecado como instrumentos de iniqüidade; mas apresentai-vos a Deus, como vivos dentre mortos, e os vossos membros a Deus, como instrumentos de justiça. Pois o pecado não terá domínio sobre vós, porquanto não estais debaixo da lei, mas debaixo da graça".
 
É importante saber que antes de estarmos em Cristo, não tínhamos o poder para vencer o pecado, ele fazia parte da nossa natureza. Mesmo com todo esforço, estávamos condenados a uma vida de escravidão ao pecado e nossa justiça não passava de um trapo imundo (Isaías 64:6). Agora estamos livres porque Jesus aniquilou o poder do pecado na cruz. Ele não nos concedeu somente o perdão do pecado, mas removeu o poder que ele tinha de controlar nossa vida. Portanto, em Cristo, podemos e devemos abandonar o pecado. Em Provérbios 28: 13 está escrito: "O que encobre as suas transgressões nunca prosperará, mas o que as confessa e deixa alcançará misericórdia”.
 
4) Confessando aos irmãos.
 
            Em Tiago 5:16 encontramos: "Confessai, portanto, os vossos pecados uns aos outros, e orai uns pelos outros, para serdes curados. A súplica de um justo pode muito na sua atuação”.
 
Esta situação é especialmente importante quando existem vícios que o crente não consegue vencer sozinho, ele deve confessar e submeter-se a um outro irmão para que estejam orando juntos e assim possam vencer aquela fortaleza de pecado. É importante notar neste texto, que ele fala de confessar os pecados aos irmãos. Esta é uma provisão de graça e vitória que nos vem através do corpo de Cristo.
 
Existem áreas de fraqueza onde você vai conseguir vitória se unindo a alguém, confessando o seu pecado e recebendo vida e força.
 
            Portanto, se você tem uma grande barreira para vencer, ou tem tido dificuldades para andar em santidade numa determinada área, una-se a alguém em oração, confessando o seu pecado e receba força para vencê-lo.
 
            O seu líder ou discipulador te ajudará com isso, somos uma igreja de discípulos, e o seu discipulador é a pessoa de confiança que poderá te ajudar. Não se isole, o corpo de Cristo existe para te ajudar a vencer.
Lidando com o ato do pecado
 
Como devemos lidar com o ato do pecado na prática? Se você pecou contra Deus, confesse seu pecado a Deus e receba perdão. Se além de pecar contra Deus, você pecou também contra o homem, peça perdão ao homem. Se o seu pecado diante das pessoas envolve apenas uma questão moral, peça perdão, se envolve dinheiro ou prejuízos, procure pagar o que você deve. Se não tiver condições de pagar, procure o seu credor e declare sinceramente sua intenção de resolver a questão. O alvo da restituição deve ser o dono, mas se ele já faleceu ou vive num lugar desconhecido, pague ao seu parente mais próximo. Se não puder localizar o parente mais próximo, você deve ofertá-la a Deus (Nm. 5:7-8) trazendo uma oferta equivalente à igreja.
 
Procure tratar com o pecado de acordo com as circunstâncias em que ele foi cometido. Por exemplo: Se você pecou contra alguém, trate somente com aquela pessoa. Se a questão se tornou pública, trate publicamente. Se você pecou apenas com sentimentos em relação a uma outra pessoa e ela nem chegou, a saber, apenas se arrependa diante de Deus.
 
Quando você estiver tratando com o pecado procure lidar apenas com a parte em que é responsável. Nunca envolva outras pessoas. Se você e outra pessoa cometeram o pecado juntas, não exponha a outra pessoa, assuma a sua responsabilidade e deixe que ela mesma trate da parte dela.
 
Lembre-se: O alvo de tratar com o pecado é que você tenha uma consciência pura diante de Deus, livre de culpa. Seja sensível ao Senhor e sempre que o Espírito Santo te tocar, esteja disposto a tratar com o pecado, não se preocupe com a sua imagem diante  dos homens nem leve em conta o "prejuízo", o mais importante é que você esteja livre para prosseguir numa vida de vitória.
 
Vencendo a tentação
 
O pecado é sempre precedido pela tentação. Portanto, para não cair no pecado precisamos vencer a tentação. Ser tentado não é pecado, porém, se não reagirmos firmemente contra a tentação, será só uma questão de tempo para que o pecado se manifeste. Toda tentação pode ser vencida e todo pecado evitado.  Não podemos de maneira alguma fazer da tentação; um pretexto para o pecado. Em Tiago 1: 13-15, lemos:
 
"Ninguém, sendo tentado, diga: Sou tentado por Deus; porque Deus não pode ser tentado pelo mal e ele a ninguém tenta. Cada um, porém, é tentado, quando atraído e engodado pela sua própria concupiscência; então a concupiscência havendo concebido, dá à luz o pecado; e o pecadogera a morte”.
 
A palavra está nos mostrando neste texto que o pecado para ser consumado passa por um processo
semelhante ao da gravidez. Sendo assim, devemos considerar dois momentos:
a) a concepção;
b) o nascimento.
 
No natural, o desejo leva a um relacionamento, o relacionamento leva a mulher a conceber, porque ela concebeu, dá a luz e a criança vem ao mundo.
 
O pecado passa pelo mesmo processo. Vejamos:
 
1) Concupiscência.
 Sinto Desejo forte, uma propensão ou inclinação acentuada. Tudo começa com um desejo. Assim como uma mulher não engravida somente sentindo desejo, não pecamos somente por sentir atração, isto é, aquele pecado não se consumou.. Todavia, somos responsáveis pelo modo como reagimos a este sentimento e pensamento. Nem sempre somos responsáveis pelos pensamentos que chegam em nossa mente, às vezes eles vêm de fora, outras vezes estão dentro de nós. Podem ser identificados como maus ou até mesmo serem lícitos, porém, mesmo um desejo lícito, se desequilibrado é potencialmente nocivo. O processo funciona assim: O desejo chega e começa a despertar a nossa atenção, nos interessamos pela ideia e passamos a considerar a sua possibilidade. Neste ponto o nosso egoísmo também se levanta para nos motivar e reforçar aquela ação. A nossa consciência também se manifesta e um conflito é estabelecido dentro de nós. A bíblia nos fala claramente sobre a luta da carne contra o Espírito (Gálatas 5: 17).
 
Se, neste ponto, não paramos o processo, continuamos atraídos pela concupiscência. O pensamento nos cativa e começa a assumir um controle sobre a nossa mente. Gostamos da idéia. Outros sentimentos e pensamentos surgem para reforçar a ideia. A voz da consciência vai se tornando mais fraca.
 
2) Concupiscência e vontade:
 
O momento da concepção do pecado. Unimos a nossa vontade com aquele forte desejo. Agora, além do que sentimos passamos a trabalhar para que ele aconteça, ficamos subjugados às suas sugestões. Aqui já pecamos, ou seja, o pecado já foi concebido dentro de nós. É só uma questão de tempo para que ele venha à luz. Jesus falou sobre esse processo em Mateus 5:28:      "Eu porém, vos digo que qualquer que atentar para uma mulher para a cobiçar, já em seu coração cometeu adultério com ela. "
 
            O pecado é concebido quando aliamos a nossa vontade ao desejo que sentimos. Quando falamos sobre a nossa vontade, nos referimos à decisão de cometer o pecado e não simplesmente a um sentimento.
 
3) O nascimento do pecado.
 
Quando o pecado se manifesta exteriormente, este processo que mencionamos acima já aconteceu. Agora está simplesmente vindo à luz, porque o tempo de gestação terminou. O pecado sempre nos afasta de Deus. Se pecarmos, precisamos confessar e abandonar nosso pecado para que a comunhão seja restaurada. 
 
Atração e intenção:
  • A atração corresponde à tentação.
  • A intenção corresponde ao pecado.
  • Atração e tentação são involuntários.
  • Intenção e pecado são consequências de ato voluntário e, portanto, de nossa responsabilidade.
  • A intenção vai governar ou desgovernar a atração. Por isso o pecado é uma questão de intenção e não de atração. 
Para evitar o pecado precisamos cortar o processo logo na atração. Por esta razão Jesus nos ensinou: "Vigiai e orai, para que não entreis em tentação. O espírito, na verdade, está preparado, mas a carne é fraca". O sentido desta palavra é: Perceba as situações ao teu redor: o que tem atraído a sua atenção? Quais os pensamentos e sentimentos que querem te levar ao pecado? Quais são os desejos ilícitos que querem ser despertados dentro de você? Se você está atento a estas coisas, poderá orar de uma forma específica.
Lembre-se sempre:  Em Cristo você já está morto para o pecado e vivo para Deus!
Leia e medite durante a semana:
 
Mateus 5:23-26.
Romanos 6:12-14.
Tiago 1:13-15.
Mateus 26:41.
Tiago 5:16.
 
Responda e compartilhe junto com seu discipulador:
 
1.      Você já está convencido que deve lidar com todo foco de pecado em sua vida? Por quê?
2.      Você compreende que lidar com o pecado pode significar mais do que simplesmente pedir perdão a Deus? Está disposto a fazê-lo
3.      Você sabe a diferença entre atração e intenção, e o que devemos fazer para evitar o pecado?
4.      O que você poderia fazer de prático para evitar suas principais tentações?
 
Oração:
"Pai, no nome de Jesus, eu creio e confesso que o pecado não tem mais domínio sobre minha vida, conforme diz a tua palavra. Eu oro para que o Espírito Santo me conduza a um lugar de quebrantamento a fim de que eu possa ver todo o foco de pecado e todas as coisas que me embaraçam e me impedem de viver uma vida abundante e santa no Senhor. Eu não quero tratar com o pecado de uma forma superficial, estou disposto a fazer o que for necessário até que minha consciência fique totalmente pura diante de ti. Senhor, ajuda-me a vencer todo processo de tentação e dá-me discernimento para que eu possa evitar toda situação que me tome vulnerável ao pecado. Estou consciente de que agora o meu corpo é santuário do Deus vivo e os membros do meu corpo são instrumentos de justiça, portanto, ajuda-me a manter a minha carne em sujeição à tua palavra. Livra me dos laços que estão ao meu redor para que eu não caia em tentação.
Eu peço estas coisas em nome do meu Senhor Jesus. Amém!
 
MEMORIZE 1 João 1:9 e Tiago 5:16 

 

 
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